Não só eu, mas muita gente aprendeu na escola que os pronomes pessoais que servem como sujeito são aqueles do caso reto [eu, tu, ele, nós, vós, eles].
O problema é que quando vemos a língua na prática, sobretudo na oralidade, só são usados com frequência, no Brasil, os pronomes EU, VOCÊ (pron. de tratamento, assim como vossa excelência e senhor, por exemplo), ELE (e suas variações de número e gênero), NÓS (com menos recorrência, dependendo da região) e, principalmente no Norte e no Nordeste, A GENTE - ou AGENTE?
Para alguns pode parecer óbvio, mas convém lembrar que essa última expressão é típica da fala. Não é recomendável seu uso em contexto formal, em especial na escrita formal. Portanto é compreensível que haja dúvida na hora de escrever. Vamos lá:
NÓS: pronome pessoal do caso reto, 1ª pessoa do plural.
A GENTE: é a expressão usada para indicar a 1ª do plural, ou seja, tem o valor de "nós", num contexto menos formal, é claro.
AGENTE: substantivo. O dicionário virtual Houaiss traz 15 significados, mas eu vou exemplificar com os dois primeiros:
"1 que ou quem atua, opera, agencia; 2 que ou quem agencia negócios alheios"
Obs. A expressão "A GENTE", apesar de ter o mesmo significado de "NÓS", não concorda com o verbo da mesma forma. Vejamos:
Nós fomos ao show
A gente foi ao show
Ele/ela foi ao show
Nós estamos cansados
A gente está cansado
Ele está cansado
Reparem que "a gente" concorda com a 3ª pessoa do singular (a gente está/ ele está). Espero ter esclarecido, ao menos um pouco, a dúvida de vocês sobre essas palavras.
A gente se vê!!!
Diogo Xavier

Usa-se também tu em praticamente todos os lugares do Brasil, só que geralmente com a concordância com a terceira pessoa "tu vai", "tu é", exceto no pretérito perfeito, em que é muito comum se ouvir "tu pega'se", "tu fo'se": tu pegaste> tu pegas'e, etc. Eu também já ouvi muitas pessoas, principalmente com pouca escolaridade, falando "sois", ou "tu soi" ou "tu sois", um resquício da conjugação do pronome vós na linguagem coloquial.
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